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O enunciado proferido pelo haitiano, Bolsonaro acabou. Bolsonaro não é mais presidente, falado em brasileiro, e que ele entendia está tomando rumo, está a concretizar-se.

A má condução, por parte dele, do gerenciamento da peste que assola vários países em todos os continentes e aqui já temos 2.433 infectados e 57 mortes é apenas uma das causas motivadoras da sua possível queda.

Eleito presidente em 2018 sem participar de nenhum debate, sofrer um atentado até hoje suspeito, como está suspeito de portar a peste, pois até agora seu exame e da esposa Michele não foi divulgado; seu programa de governo foi um amontoado de recortes de jornais, sua gestão no Planalto estava predestinada a ser um evento.

Um evento construído por ele, seus filhos, pelo gabinete do ódio, pessoas altamente supersticiosas como o astrólogo da Virgínia que acredita que a Terra é plana e que sugeriu diversos nomes para compor os Ministérios, como o sabujo do Itamarati e vários outros servidores do núcleo duro do poder só podia ser um evento.

Sem projeto de governo, sem, em momento algum descer do palanque, destruindo tudo que os governos de Lula e Dilma fizeram, a torrar as reservas do tesouro comprando dólar para impedir a sua valorização, ofende a imprensa corporativa, principalmente o grupo Globo, ofensas diárias direcionadas a jornalistas mulheres isso tudo contribuiu para ser um evento.

Quando no dia 16 de março a peste começou a mostrar pra que veio em vários  países e os governadores perceberam que não era uma gripezinha eles foram tomando medidas que contrariaram o evento. Adotaram o isolamento social.

Pra piorar a situação foi à Miami numa expedição que o jornalista Fernando Brito alcunhou de Expediçao-moléstia. Outros chamam de Expedição-vírus. Só na comitiva, 24 foram contaminados. Ele, por ter sido atleta está imune. Isso está  contribuindo para ele ser um evento.

Os brasileiros, todos veem acompanhando a preocupação  dos presidentes de outros países em preservar a vida de seus concidadãos. Até Trump de quem é serviçal está disponibilizando 2 trilhões de dólares para atender empresas e trabalhadores. Essa mesma decisão estão tomando os presidentes da França, Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha.

E aqui? Ele está preocupado com a economia. Diz que se a economia não for ativada vai ser o caos. Da sua cabeça e dos supersticiosos está mandando os trabalhadores voltarem a produzir. Que os estudantes voltem às escolas. Que os isolamento social acabe e se adote o isolamento vertical. Isola-se só as pessoas com idade a partir de 60 anos e os de grupo de riscos e os demais, os jovens, tomem o caminho da rua. A economia não pode parar. Vão morrer uns zinhos, mas é da vida, declarou o inominável, representante da extrema direita brasileira.

Luiz Henrique Mandetta viu isso, e atendendo o capitão, mudou o discurso para servir o chefe. Mas os governadores já disseram que eles não vão atender ordem mandada por entrevista de televisão.

O evento Bolsonaro está conseguindo juntar todo mundo contra ele. Isso vai de aliados ferrenhos como Ronaldo Caiado que ontem pulou do Planalto. Conseguiu ser criticado por diversos políticos, aliados seus, inclusive.  Todos os órgãos ligados às ciências, à medicina se manifestaram contra suas intempestivas declarações. O governo português solicitou o cancelamento de voos com destino ao Brasil depois que soube desses pronunciamentos inapropriados.

A TV Globo no seu jornal das 20 horas como já foi noticiado pelos diversos sites e jornais dedicou toda a edição do dia 25 de março para falar sobre suas declarações e confrontos com governadores do Sudeste, especialmente as agressões a João Dória, governador de São Paulo.

Até Luis Inácio Lula da Silva, que sempre reservado, não gosta de dar palpite nos governos centrais, depois do que Bolsonaro falou, não se conteve e sugeriu que renuncie ou sofra processo de impeachment porque ele perdeu a condição para governar.

Por sua incapacidade de governar, por sua política serviçal aos Estado Unidos da América, por preconceito, ideias xenófabas e estar a serviço das bolsas e do grande capital contra seus concidadãos, chegou Bolsonaro. Acabou Bolsonaro, você não é mais presidente, você tá entendendo, eu falo brasileiro, disse o haitiano.

Bolsonaro é um predestinado, construiu seu próprio fim. E as janelas com seus 9 dias consecutivos de barulho, panelaços, gritos de fora Bolsonaro, é o termômetro da insatisfação da classe média  e dá o norte  para a interdição, queda ou impeachment  do evento.

Ele não passou de um evento. Evento Bolsonaro.

1 thought on “TUDO NÃO PASSOU DE UM EVENTO: BOLSONARO

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