BOLSONARO NÃO DEMITE WAJNGARTEN. TEM QUEM SE SURPREENDA. NADA ERRADO: FAZ PARTE DO EVENTO

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 A democracia é essencialmente racional. Ela se movimenta racionalmente impulsionada por sua ética-social. A harmonia dos direitos de todos. É em função da potência-racional que a crítica é possível. A crítica, no sentido grego, como exame, análise, dos corpos materiais e imateriais. Em Marx, o exercício epistemológico-histórico sobre a objetividade do mundo como a revelação dos fetiches, reificações e alienações que aprisionam os sujeitos. O que significa que a crítica é impossível fora da democracia. Fora da democracia predomina a opinião-opiniática: a enunciação subjetiva do opinador em forma de projeção de seus irracionais sentimentos destituídos de qualquer relação com o mundo real. Patologia-social que se quer reconhecida.

É exatamente pela potência-racional que se pode afirmar que só existe uma democracia. A democracia que promove todas as faculdades, categorias e propriedades do homem que são expressas em atos coletivamente satisfatórios. Onde o homem é o agente histórico de seu destino. Entretanto, existem as simulações-democráticas. Os pastiches-democráticos. As imitações horrendas que não resvalam em nenhum dos corpus que compõem a democracia potência-racional. Há pastiches-democráticos por todos os lados. Pastiches-democráticos onde prevalecem a impossibilidade da crítica e a opinião clara e distinta. Nelas, tudo que resulta de impulsos irracionais torna-se sentido cotidiano. O padrão-normal do politicamente anormal.

O Brasil passa por um evento tão obscuro quanto a democracia potência-racional, que até pessoas dotadas do senso-social claro e pessoas tidas como intelectuais  se confundem quando precisam apresentar suas observações sobre os desmandos que ocorrem no cotidiano brasileiro. São pessoas que esperam do evento-dominante condutas que se aproximem do corpus constitutivo da democracia potência-racional. Daí que ainda se surpreende quando este fato não se concretiza através de atos, principalmente, políticos. 

No momento atual, hoje, dia 16, elas se surpreende com a posição de Bolsonaro em não demitir o chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM), Fábio Wajngarten suspeito de corrupção. Não há do que se surpreender. Bolsonaro está certo. O suspeito faz parte de suas escolhas. E foi escolhido em função de expressar elementos que dispõe o chefe a empatia. Sejam os elementos que forem. E mais, no entendimento deles, demitir um parceiro seria como demonstrar ao Brasil, principalmente aos adversários, que errou. O que atinge o ego-narcisista. E mais do mais, esse não é o primeiro caso de suspeitas. Outros ministros também se encontram no mesmo banco de observação nacional. E, entretanto, não foram demitidos.

 Neste quadro pastiche-democrático, cabe aos democratas potência-racional comporem corpus-conjuntivos produtores de partículas-moventes enunciadoras da contínua democracia potência-racional.  

  

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