MORO, DEPOIS DE ENCONTRAR SEU IGUAL, ROBERTO CARLOS, DISSE QUE LULA ESTÁ EM SEU PASSADO. OS LULA LIVRE NÃO DEIXARAM BARATO: RESPONDERAM COM O REI DA DEPRESSÃO

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A questão do tempo sempre foi um dos fundamentos da existência-humana estudados pelos filósofos. Ayon ou Cronos, sempre estiveram presente nas inquietações humanas que não se resumem nas impressões passado, presente e futuro. Mas, como transcendência histórica, como devir-contínuum ontológico.

“O tempo é o pleno, quer dizer, a forma inalterável preenchida pela mudança”, afirma o filósofo Deleuze. Preencher, não significa pulsar. É impossível pulsar o tempo. O tempo pulsado é o tempo que o burguês recorre para poder explorar o trabalhador. Pulsar seu corpo, seu sexo, sua vontade, sua força de produção, através da perversa-temporalização-pulsada mais-valia. O tempo emburguesado principalmente no Ocidente. O tempo do branco-colonizador-imperialista. O grande-paranoico. 

O tempo pleno se movimenta como indiscernibilidade. Que significa sua potência-temporal como não visto e não sentido. Sem qualquer referência identificatória. Não há observação como ocorre no tempo cronosigno das classes dominantes. O incômodo reverso do tempo-burguês sobre si mesmo. Sua desprezível velhice impossível de paralisar. É o troco do tempo-trabalhador que foi sua fortuna de emburguesamento-sádico. 

Esse o tempo-pulsado que apavora todo burguês, porque para cada burguês o tempo-pulsado marca sua imobilidade como sujeito-sujeitado temporalmente em corpo que fenece. E não como ser produtor da ontologia-liberdade. É assim, que o passado surge como um determinador-temporal tirânico que perturba o presente e angustia o futuro.

Lula é partícula deleuziana do tempo pleno. Não é escravizado pelo tempo-pulsado que se encontra colado em todo sujeito-sujeitado em forma de assombro. Lula é devir. Todo devir é movimento do tempo pleno. Escapa-alegre da tirania do tempo-pulsado. Lula não tem passado-pulsado. Só tem tempo pleno. Por isso Lula incomoda os escravos do tempo-pulsado. Lula é sempre o novo. 

Deleuze, diz: “Saber envelhecer não é permanecer jovem, mas extrair as partículas, os movimentos, lentidões, os fluxos que constituem a juventude da idade”. Não a juventude-psicoplástica-burguesa que se encontra imobilizada pelos códigos estriantes dos territórios-temporais-passadísticos. 

Pelos conteúdos que estruturam as narrativas de Moro, entende-se que ele não produz encadeamentos com o entendimento de tempo pleno, que afirma Deleuze. É possível que nem saiba da existência do filósofo francês, e nem dos entendimentos sobre a questão do tempo apresentados por filósofos como Hegel, Kant, Nietzsche, Bergson, Marx, Sartre, Heidegger, Merleau-Ponty entre tantos.

      Foi por essa cruel realidade-temporal que ele afirmou que Lula estava em seu passado e no passado do Brasil. Como não entende o que é tempo pleno, ele não percebe que Lula é um ser-movente, como diria o filósofo Bergson.

Diante do desconhecimento temporal de Moro, a galera do Lula Livre (só é livre quem se move no pleno), fazendo uso de humor, resolveu responder sua afirmação usando seu próprio ídolo, o rei da depressão, Roberto Carlos.

 

“Não adianta nem tentar

Me esquecer.

Durante muito em sua vida

Eu vou viver.

Detalhes tão pequenos de nos dois

São coisas muito grandes pra esquecer

E a toda hora vão estar presente

Você vai ver”.

 

Não tem jeito. Lula vai estar presente em todos que o acusaram e o perseguiram. E perseguem.      

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