SEBASTIÃO SALGADO RECEBE O PRÊMIO DA PAZ DO COMÉRCIO LIVREIRO ALEMÃO: ‘A AMAZÔNIA ESTÁ NAS NOTÍCIAS AGORA PELA POLÍTICA CRIMINOSA DO PRESIDENTE BRASILEIRO’

DEVASTAÇÃO AMBIENTAL
“Os povos indígenas vivem com medo. A agricultura industrial destrói cada vez mais a floresta”, disse ele, primeiro fotógrafo a receber o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão
   
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Wim Wnders entrega premiação a Sebastião Salgado

São Paulo – O brasileiro Sebastião Salgado recebeu neste domingo (20) o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão, concedido anualmente durante a Feira do Livro de Frankfurt a personalidades que contribuíram “em grande parte principalmente por seu trabalho nos campos da literatura, ciência e arte para a realização da ideia de paz”. Trata-se de uma das mais significativas distinções literárias da Alemanha, e foi a primeira vez que um fotógrafo recebeu a homenagem.

“Quero compartilhar este prêmio com todos que permitiram que eu os fotografasse para que as suas tragédias fossem conhecidas pelo mundo”, disse, após receber homenagem do diretor de cinema Wim Wenders (Paris, TexasAs Asas do Desejo), que dirigiu o documentário O sal da terra, sobre o fotógrafo, que concorreu ao Oscar em 2015. “Suas fotos desarmam, elas promovem conexão, proximidade e empatia”, afirmou o cineasta.

Em sua fala, Sebastião Salgado criticou o atual governo ao comentar suas viagens à região amazônica. “A Amazônia está nas notícias agora pela política criminosa do presidente brasileiro. Os povos indígenas vivem com medo. A agricultura industrial destrói cada vez mais a floresta”, disse, afirmando, mesmo assim, que continua tendo alguma esperança. “Não podemos negar o dano que podemos fazer, pois o ser humano pode ser um lobo para o homem. Mas o futuro do planeta está nas nossas mãos”, argumentou.

“As minhas fotografias mostram o presente e por mais que ele seja doloroso, nós não temos o direito de desviar nosso olhar”, afirmou o fotógrafo. O prêmio tem valor de € 25 mil e já agraciou personalidades como Jürgen Habermas, Susan Sontag, Margaret Atwood, Amos Oz e Karl Jaspers.

Com informações do Deutsche Welle e RFI

 

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