GREVE GERAL: PROFESSORES, PEDAGOGOS E ADMINISTRATIVOS DO AMAZONAS DECIDEM PARALISAR AULAS POR TEMPO INDETERMINADO.

Produção Afinsophia 

15:30. Praça da Polícia. 5.000 professores segundo a coordenação da ASPROM. Com esse contingente foi iniciada a grande assembleia geral dos professores, pedagogos e administrativos da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas. A coordenadora geral Helma Sampaio fez a abertura da Assembleia narrando o  histórico do processo de reivindicações junto ao governo e depois Lambert Melo passou as informações das contrapropostas do governo para a categoria. Dentre as propostas do governo constava repor a inflação  de 2017 em 4% e repor os anos de 2015, 2016 de forma escalonada; não desconto do auxílio transporte, vale alimentação para todos os servidores e uma majoração de R$ 200,00 passando para R$420,00 por CPF de professores em sala de aula. O governo também aceitou a proposta de promover só por titularidade e não por tempo de serviço seus trabalhadores.

Colocada em votação essas propostas a categoria rejeitou e um passo estava dado para a deflagração da greve geral dos professores, pedagogos e administrativos da Seduc-Am, pois entendeu que essas propostas repassadas para o SINTEAM não eram do interesse da categoria.

Os advogados Alessandro Simoneti e Almino Lima explicaram sobre o direito de greve, mas Lambert Melo disse que no momento em que o Brasil vive Estado de exceção em virtude do golpe de Estado os direitos dos trabalhadores foram “surrupiados”. Antes com o direito de greve, explicava Lambert, o patrão não podia descontar do salário do trabalhador, só descontaria se a greve fosse julgada ilegal. Com o golpista Michel Temer o patrão desconta o salário e se julgada legal repõe o dinheiro de acordo com sua conveniência.

Uma greve para ser julgada ilegal, disse um dos advogados, só ocorre quando não se observa atos ilícitos. Não é caso em discussão, pois o governo do Estado não cumpre a data base a 4 anos; cancelou o plano de saúde, por exemplo.

Com a rejeição das propostas do governo a categoria votou por unanimidade a deflagração da greve que entrará em vigor 72 horas depois que o governador for comunicado. Isto será feito no próximo dia 19 de março, segunda-feira. A greve só se instala depois disso. 30% das escolas devem continuar funcionando até quinta-feira. Nesse dia acontecerá a primeira manifestação de rua da categoria. Será as 7 horas em frente ao palácio do governo, na Compensa.

Todos os presentes à assembleia passaram a fazer parte do comando de greve e hoje, dia 17, todos devem retornar à praça da polícia para a primeira reunião de orientações e direcionamento de atividades da greve. 15:00 horas.

 

 

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