MARINA LIMA E JEAN WYLLYS VÃO A DEBATE SOBRE ‘CURA GAY’ NESTE SÁBADO EM SÃO PAULO

Evento fará discussão sobre o enfrentamento a terapias de “reorientação sexual”. “’Patologizar’ estes elementos é negar nossa condição humana e nos privar de plena cidadania”, diz ativista
por Redação RBA.
 
MARIO MIRANDA FILHO E CÂMARA DOS DEPUTADOS
Marina e Jean

Cantora e deputado estarão no debate com ativistas de áreas de psicologia e direitos humanos no teatro Sérgio Cardoso

São Paulo – Uma audiência pública vai debater a polêmica decisão liminar de um juiz do Distrito Federal que torna legais “terapias de reversão sexual”, popularmente chamadas de “cura gay“. O evento Ato pela Vida LGBT: Todos Contra a Cura Gay terá presença de especialistas e ativistas sociais neste sábado (30), no Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, na região central de São Paulo), a partir das 13h30. Um evento no Facebook foi criado para confirmar a presença de interessados em acompanhar o evento.

A audiência é organizada pelo Instituto Latino Americano de Direitos Humanos (Iladh) e a Associação Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais (Cais), têm confirmadas as presenças do deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), da cantora Marina Lima, do historiador e ativista João Silvério Trevisan, do diretor do Conselho Regional de Medicina de São Paulo Mauro Aranha e da conselheira do Conselho Federal de Psicologia Sandra Helena Sposito.

Também confirmaram participação a presidenta do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana, Maria Nazareth Cupertino, a juíza Kenarik Boujikian, da Associação Juízes para a Democracia, e a conselheira do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo Kelly Melatti. Ativistas de movimentos sociais pelos direitos humanos e de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais também participarão do debate.

A presidenta da Cais, a assistente social Renata Peron, diz que orientações sexuais e identidades de gênero constituem nossa identidade enquanto sujeitos de direitos. “’Patologizar’ estes elementos é negar nossa condição humana e nos privar de plena cidadania”, critica.

Para o presidente do Iladh, o advogado e doutor em direitos humanos Dimitri Sales, o momento de unir esforços em torno do enfrentamento de propostas tendentes a “patologizar” orientações e identidades. “Temos de promover a reflexão em torno dos desafios e principais dilemas a serem enfrentados para a defesa, proteção e promoção dos direitos da diversidade sexual e de gênero”, afirma.

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