TEMER AFIRMA MARX: O DINHEIRO COMPRA TUDO COM REFERENTE DE MERCADORIA – DEPUTADOS-GOLPISTAS-MERCADORIAS

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13.jul.2017 - Foto do painel da CCJ mostrando que 40 deputados votaram contra o relatório de Sergio Zveiter (PMDB-RJ) que pedia a abertura de investigação contra o presidente Michel Temer

  Produção Afinsophia.

 Marx diz que o dinheiro é o grande Mamom,o Deus Dinheiro. Como dinheiro ele compra tudo. Se uma homem tem dinheiro, mas é estúpido, ele compra um homem sábio. Se ele é feio, ele compra uma mulher bela. Se ele é um desonrado, ele compra um homem que ele julga honrado. E o filósofo de Trier vai mostrando os homens-mercadorias como forma de circulação mercadológica, que, porém, não tornam seu comprador o significado-valor dessas mercadorias.

   Um homem estúpido que compra um sábio não se torna um sábio. Ele apenas fantasia em si que sua compra o torna menos estúpido aos olhos dos outros. Mas continua estúpido. Claro, que o sábio ao se tornar mercadoria, torna-se tão estúpido quanto seu comprador, já que o único corpo de relação entre os dois é o dinheiro com seu poder de apropriação. 

  Como o dinheiro sintetiza o valor da mercadoria como taxa de mais-valor e mais taxa de lucro, uma mercadoria é em si o elemento que o capitalista persegue paranoicamente: o excedente. É assim que o capitalista observa e persegue o mundo, posto que o mundo é uma fábrica onde todos participam, com suas atuações sociais, na grande divisão de trabalho. É por essa perspectiva, da sociedade como fábrica-divisão de trabalho ou trabalho social que os homens e mulheres-mercadorias são apanhados pelo capitalista para que ele tenha sempre lucro garantido.

   Para que fosse negado o relatório do deputado Zveiter que aprovou a denúncia feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Temer precisava garantir o número suficiente de deputados para barrar o pedido. Em entendimento vago, ele não tinha. Mas em um entendimento marxista, ele tinha, já que todo golpista é mercadoria.Todas as reações dos golpistas muito antes da imoralidade que roubou o cargo da presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais 54 milhões de votos democráticos, já mostravam que se trata de uma conglomerado de deputados-mercadorias. Então, Temer, fez o que Marx mostrou: passou a comprar os deputados-mercadorias e conseguiu seu intento.

   Dois seguimentos devem ser percorridos para ficar melhor entendido. A lei de lucro do capitalismo diz que dinheiro não compra dinheiro. Que o valor de uma determinada quantia de dinheiro não pode comprar a mesma quantia de dinheiro que se encontra na mão de outro capitalista em função da taxa de lucro. Como todo golpista-mercadoria é dinheiro, e dinheiro não compra dinheiro com a mesma igualdade, o valor do dinheiro pago por Temer teve como referência a situação: a votação na CCJ. O que significa que o golpista-mercadoria passou a ser mais valorizado. O que vai se repetir no dia 2 de agosto data da votação no plenário.

   O segundo seguimento é o que desvela toda essa trama mercadológica mostrando toda sua perversidade. O dinheiro usado por Temer para comprar os golpistas-mercadorias, na operação-financeira espúria, é público. O que significa que o desembolso de Temer foi zero.Ele só lucrou. E pior ainda, o dinheiro público que é um componente financeiro particular, portanto com caráter da população, foi prostituído em forma de corrupção ativa e passiva. 

Alguém pode afirmar: A lei capitalista do lucro foi negada, porque o dinheiro golpistas-mercadorias foi comprado pelo dinheiro-Temer. Não. Essa operação não se configurou. Os golpistas-mercadorias, como dinheiro, não foram comprados pelo dinheiro real saído das mãos de Temer, como já foi escrito, mas em forma de lavagem de dinheiro com valor diferente do dinheiro golpistas-mercadorias. E o pior, aí sim, a lavagem foi realizada com dinheiro público já contabilizado no orçamento.

O que significa que ambas as partes praticaram crimes. E como houve ameaças, chantagens, tudo se caracterizou como roubo. E de quebra, Marx sempre acerta quando se trata de exploração capitalista.

 

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