AMAZONINO E A MÁGICA DE DESTEMPORALIZAÇÃO DA HISTÓRIA

Em plena exultação festiva pela  indicação de Manaus como sede da Copa de 2014 pelas multinacionais, Sony e Coca-Cola, ecoada pela multinacional do futebol,FIFA, o prefeito cassado, Amazonino, afirmou que vai administrar Manaus em 4 anos como se fosse 40 anos. Um soluço JK manoniquim.

Esta afirmação desdobra-se em alguns questionamentos epistemológicos e afetivos que deságuam nas áreas políticas-administrativas. No primeiro entendimento questionador, salta a inquietação, se Amazonino é mágico. Mágico para destemporalizar a História, desativar o tempo histórico para colocar outro conteúdo histórico em seu lugar. Visto que sua afirmação dos 40 anos saiu como um feito administrativo à moda JK, que em 4 anos de presidência realizou 50 anos de produtiva administração nacional. Inferência saída em modelo comparativo dos 50 anos passados de História do Brasil em que o país viveu em atraso, principalmente industrial. Nada que Amazonino possa tomar como referência, já que em suas administrações, enquanto governador, por três vezes, e prefeito por duas vezes, não se encontra esta positividade de gestão pública, nem pela força do pensamento mágico.

Outro entendimento é quanto a fazer em 4 anos. Quando o prefeito cassado, Amazonino, afirma que vai fazer em 4 anos uma transformadora gestão, ele crê que não está cassado em Primeira Instância pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, ao mesmo tempo que acredita que seus processos no Tribunal Superior Eleitoral – TSE, não vão dar em cassação. Portanto, ele está livre para ensaiar lances mágicos. Fazer em 4 anos leva a entender que tudo vai começar agora. Mas o prefeito cassado encontra-se no sexto mês de sua angústia administrativa. Não tem mais 4 anos ao dispor de seus fluídos mágicos. E a se analisar estes seis meses, os 4 anos esfumaçaram-se.

DA MAGIA FICCIONAL DE NOSSA “POLÍTICA”

Como as enunciações encontram-se na ordem mágica, pode-se aventar um discurso ficcional. Sim, porque destemporalizar a história e desrealizar seus fatos passados é pura ficção. Mas entremos no trilho da ficção e acreditemos que é possível realizar em 4 anos o que só pode ser feito em 40 anos. Imaginemos que alguém que foi administrador público quase 20 anos e não produziu as políticas públicas como determina a organização do Estado, agora, vendo-se na condição de poder realizar o não realizado, procura mudar todos seus saberes e entendimentos que lhe impossibilitaram de ser um bom administrador. Este alguém procura outra prática discursiva, seguimento epistemológico novo, novas composições afetivas que lhe permitam tecer uma cartografia democrática Ética. Neste novos princípios ontológicos, este alguém é agora um ser democratizante.

Todavia, a forma como Amazonino se conduziu no período eleitoral, com o mesmo senso populista, e as alianças que contraiu, com a parte mais anti-democrática de Manaus, a mesma de seu passado, a forma de indicação de seu secretariado, e estes seis meses perdidos, não expressam mudanças epistemológicas e afetivas. O texto é o mesmo. Daí que nesta euforia futebolística, dos 40 em 4, nem a ficção lhe ajuda. Só lhe tira da marca do pênalti.

3 thoughts on “AMAZONINO E A MÁGICA DE DESTEMPORALIZAÇÃO DA HISTÓRIA

  1. Ficção. Ato ou efeito de fingir, simulação, fingimento. Criação ou efeito de coisas imaginárias; fantasia. Assim flecha Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.Para Amazonino ficção é: Falácia, mentira, logro, trapaça, comprar, sumir, prometer, tapar, bater, propagandear, impor. Impôs o terceiro ciclo. Impôs Eduardo Braga, Alfredo, Carlos, Wallace, Sabino, Conceição, Socorro, Carijó, Durango, Tiradentes, Omar, Coronel, e outros, e a cidade esta ai. Pior. Mas a propaganda não cansa de dizer “tenho orgulho de ser amazonense”.
    Com os políticos que estão ai, eu tenho vergonha de ser amazonense. Com a cidade que temos, tenho vergonha de ser amazonense. Com uma cidade que não possui prefeito e nem vice, tenho vergonha de ser amazonense. Com um Estado que um Deputado faz parte de um grupo de extermínio, tenho vergonha de ser amazonense. Tainah Ranni/Belvedere-5 de junho.

    1. Bon dia Tainah! Convivemos em manaus,indiguinados con o caos inposto e exposto,na cidade,que outrora fora uma linda vila no meio da floresta con seus fundadores, idealizadores,avidos de esperança e boa Fè,en condiçoes muito precarias, sen energia eletrica,sem tv,tv a cabo,internet,agua encanada,celular,nen telefone convencional,nem motor tinhan en seus barcos.Escolas etc e tal.O progresso desenfreado pelo capitalismo selvagen que nao so investe forte contra o Amazonas,mas en varias partes do planeta.colocou alguns governantes no fundo do poço. Nao è admisivel continuar o exenplo real,e atual,da br -319,ja fizeran audiencias publicas,canpanhas,propaganda e tal, ta tudo certo e belo eu vi o progeto. Queremos ALFREDO GOVERNADOR construtor da famosa rodovia que liga manaus por terra ao resto do pais ,trazendo o desenvolvimento,para o sul do amzonas.E bla, bla ti-ti e ti-tis.Agro pecuaristas,enpresarios do setor de transporte,Madeireiras que devastaran o sul do Parà,Maranhao,Rondonia,Mato grosso,Acre, e se instalarao ao longo da rodovia,e quantos outros Chico Mendes,sera preciso?Nao vimos progetos que vao transformar vilas en cidades como outrora fora Manaus.A legislaçao especifica para os casos, das futuras cidades,e seus planos pilotos,progetos,de hospitais,prefeitura ,escola delegacias,saneamento basico,remanegamento florestal,licenssas anbientais.Ate quando vamos ver a mesma fita,os mesmos discursos,eleja se quizer ria se puder.Ainda para lenbrar o voto e obrigatorio,existe imunidade parlamentar, pralamentar, e pra nos ferar.Entretanto en homenagen a nossos bons antepasados que abriran ruas e fundaran vilas ,en condiçoes mais adversas,e dificeis.Particularmente tenho orgulho sin destas que ja se foran ,mas estao na historia, e todos somos decendentes.Abraços e un bon fin de semana.

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