GOVERNO DO AMAZONAS CONFUNDE LULA, O PRESIDENTE, COM LULA, O MOLUSCO

O imaginário popular está repleto de imagens produzidas a partir das relações humanas – demasiado humanas! – com os chamados animais. Embora estes nada tenham com isso, essa força imagética é tão forte e presente que na maioria das vezes suplanta o entendimento que se possa ter sobre determinado animal.

Assim, por exemplo, alguns deles são associados à virtudes ou falhas humanas de forma que essas imagens – não os animais! – acabam por se tornar estereótipos destas características humanas. Por exemplo, o burro, cujo nome tornou-se sinônimo de pouca ou nenhuma atividade intelectiva, ou veado, que se tornou sinônimo homofóbico para o homoerótico. Ou mesmo as fábulas, que usavam os animais como personagens-vetores para carregar nas crianças a moral.

Diz-se da imagem do molusco que é associada a um cérebro lento, a alguém considerado inadequado à velocidade da reprodução dos dizeres e da signagem estereotípica da sociade de consumo. “Lerdo”, como se diz. “Aquele tem a inteligência de um molusco!”

Aí surge mais uma do anedotário popular, trazido pelo blogue amigo, “Amigos do Presidente Lula”:

“Conjunto Habitacional Lula.” Esse era o nome original de um conjunto que seria entregue pelo governo do Amazonas a 206 famílias, na segunda-feira 27. Mas, um dia antes do evento, uma comissão da Presidência visitou o local e alertou: o nome do Presidente, ali, poderia pegar mal. Motivo: o próprio Lula (com Dilma Rousseff e o ministro das Cidades, Márcio Fortes) compareceria à inauguração e, segundo a legislação, é proibido dar nome de pessoa viva a bem público. O governo do Amazonas argumentou: o “Lula” da placa “não se referia ao presidente, mas, sim, ao molusco”. Não colou. O conjunto foi rebatizado às pressas: virou “Cidadão IX”.

Diante da coerência da assessoria do presidente Lula e da genial “solução” dada pelo governo do Amazonas, orgulhosamente gerido por Eduardo Braga, o qual tem familiares homenageados em obras públicas por todo o Estado, de todas as idades, qual seria, da coleção de imagens da moral fabulística, o animal cuja imagem moralmente corresponderia ao seu governo? Leitor intempestivo, palpite!

Outro aspecto, um tanto fúnebre da história, é que, depois desta gafe em que o governo do Estado assumiu nacionalmente que descumpre a lei que impede que obras públicas sejam batizados com nomes de pessoas vivas, se ainda assim o governador Eduardo ‘Lula Molusco’ Braga quiser dar o nome do Sapo/Anta Barbudo para a ponte do Rio Negro, vai ter de torcer para que o presidente morra…

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