RÉQUIEM PARA TEREZA: UMA FUNCIONÁRIA PÚBLICA

Amanhã, sábado, dia 18 de abril, na Igreja de Santa Terezinha na Rua Duque de Caxias com a rua Sete de Setembro, será celebrada as 19 horas a missa pela passagem do falecimento da ex-funcionária pública da Fundação Tropical Medicinal Tropical,Tereza Guedes de Oliveira ocorrido no dia 13 do presente mês.

Seus familiares, amigos da instituição Hospital Tropical e mais funcionários de outras instituições públicas, afetados dolorosamente pela causa do falecimento, convidam à todos que queiram participar deste ato religioso para estarem presente na referida Igreja.

Na ocasião alguns presentes irão expressar um ato solidário quanto a condição das administrações impostas aos funcionários públicos que não compõem a alegria do trabalho coletivo fundamental para a eficácia do atendimento público. A Ética Pública. Fator social da existência das instituições como órgãos do Estado cujo organismo constitucional tem como único fim a realização dos direitos dos cidadãos em sociedade.

A REPERCUSSÃO DA MORTE DE TEREZA

Todas as mortes ocorrem em um território com estados de coisas e enunciações definidas. Elementos corporais e incorporais que afetam todos aí constituídos. Porém, embora toda morte seja morte do homem, há mortes que em função de suas causas, e de seu entendimento, afetam apenas grupos reduzidos de pessoas. Mas há mortes que, também, em função de suas causas e de seus entendimentos, afetam grupos outros. São mortes que não ficam apenas no território particular de seu acontecimento. Se desdobram como acontecimento social por que entrelaçam-se com outros signos sociais e compõem com outros entendimentos das multiplicidades dos desejos, saberes e quereres que constituem uma sociedade. Este foi o acontecimento morte de Tereza, uma funcionária pública.

Em função de sua causa, a morte de Tereza não se reduziu à uma comunicação familiar. A morte de Tereza ultrapassou as relações familiares e os muros da instituição Fundação Medicina Tropical, onde trabalhava. O anúncio de sua morte chegou à outros territórios. Chegou na UFAM, na Assembléia Legislativa, junto aos professores, médicos, alunos, onde o serviço público se manifesta como compromisso social através das práxis dos funcionários públicos.

Desta forma, abstraída do conceito morte individual, a morte de Tereza, se enuncia, hoje, como um corpus público.

ENUNCIAÇÃO DE UM MÉDICO SOBRE A MISSA

Entre as manifestações de solidariedade para com Tereza, chegaram até este bloguinho intempestivo estes dizeres remetido aos interessados do Hospital Tropical pelo médico Wornei Silva de Miranda Braga, funcionário da Fundação Medicina Tropical.

O que vai com a Tereza/

Vai um pouco da História que poucos ainda se lembram!

Vai o sentimento do Tropical que resta em poucos,

O que fica depois de Tereza?

Ficam os comensais que entraram pela janela, sem concurso e sem história!

Fica a sina de uma Tirania que não conversa mas acusa e pune.

O que virá depois de Tereza?

O serviço Impessoal das clínicas privadas?

Um outro Tropical?

Fica com Deus e em Paz!

Zela por nós. Próximas vítimas?

Adeus”.

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