AMAZONINO CASSADO “DOS VERA”, HAVERÁ SALÁRIOS?

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Questão composta por todos que acompanham a lide Amazonino cassado, pela nobre juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, e Amazonino com seus indicados em “faz de conta” que é prefeito real, bem difundido pela mídia freguesa, é se ele e seus amigos indicados receberão seus salários.

A questão da taba baré é que Amazonino está cassado em primeira instância pela notável juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, e cassado não é juridicamente prefeito, embora alguns teimem em demonstrar que é. Mas não é. A Medida Cautelar proporcionada pelo juiz federal Agliberto lhe conferiu apenas o direito de ser diplomado e empossado, sem poderes de anular a cassação. Logo, Amazonino assumiu a prefeitura sem ser prefeito. Sem ser prefeito, realiza o rito “como se”. Indica secretários, aceita indicações de amigos, parentes e aderentes, estes em maior número, e vai ensaiando “como se” o enredo se encontrasse real na avenida municipal.

OS SALÁRIOS DOS SEM CARGOS

Como tudo, encontram-se no “faz de conta”, ou no “como se”, os indicados que também ensaiam a ficção como realidade. Uma fragmentação da objetividade, mas com perspectiva real: o salário. Mas se o Tribunal Superior Eleitoral – TSE julgar Amazonino, indeferindo sua eleição, tendo como provas as apresentadas pela maravilhosa juíza Maria Eunice Torres do Nascimento (ou as outras duas: dívida da multa da eleição passada, e contas não aprovadas nessas eleições), o que confirmará que o “Negão”, que nunca foi negro, nunca foi prefeito, o mesmo acontecerá com seus auxiliares indicados: ninguém ocupou cargo na prefeitura. Ninguém pertenceu aos quadros do município como real indicado. Sendo assim, adeus salários, pois jamais trabalharam na prefeitura, já que juridicamente quem os contratou não possuía poderes para tal. Sempre estiveram fora, nunca dentro dos quadros municipais.

Como a roda social é capitalística, é bem provável que, talvez, o único que não sentirá, muito, a realidade de não receber salário seja Amazonino. Como está há mais de seis anos fora do governo, esse tempo do “como se” é como se ainda estivesse fora. Apenas contabilizando os lucros de seus empreendimentos, que amealhou durante estes anos. Já os outros, não. A tristeza vai ser geral. Para piorar no carnaval. Estavam contando com os bons reais. Dez, doze, treze, quinze, vinte tocos, como faz falta. Ainda mais quando se ganha sem mexer um dedo. Na maior. Na boa. Na valsa. E o muito pior: não pagar FGTS para contribuir na tão sonhada e “confortável” aposentadoria. Quem bem agradece é o dinheiro público, que não será gasto com o ineficaz.

Que sofrimento, meu! Vão gargalhar os que ficaram fora da lista dos beneficiados da gestão “Mãos à Obra”! Tudo bem, é rancor, mas é gargalhada. Quem não pode gargalhar filosoficamente, gargalha supersticiosamente.

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