AS ILUSIONADAS FELICITAÇÕES DE FIM DE ANO DOS PARLAMENTARES AMAZONENSES

Como em anos anteriores, outdoors em toda a Manaus, de diversos parlamentares, oferecem ao cidadão os votos de bom natal e esperanças de um 2009 melhor. Marcelo Serafim, por exemplo, usa uma frase cheia de “amor”, enquanto o eleito sub judice, Henrique Oliveira, deseja 33 mil e tantos votos de natal e de bons anos. E assim vão, na mesma balada, outros votos aqui e acolá, apregoados nas placas publicitárias da cidade.

Em uma democracia real, o novo surge como engendramento desejante das ações dos seres humanos em sociedade. Práxis coletiva num plano de coletividade: ao invés de individualidades, singularidades – talentos, capacidade dialógica e razão em função do Bem Comum. Nada que passe pela atuação parlamentar de nenhum dos “votantes” de fim de ano.

No caso de Marcelo Serafim, a ausência do tônus existencial e do amor afectivo-afectante: o amor de Marcelo, como o do pai, é familial. Fechou-se nas relações entrincheiradas da neurose familiar, daí a impossibilidade de fazer transbordar neles o amor que “constrói comunidades de saberes e dizeres” (Toni Negri). Como corpo social-político, não tiveram o tônus para fazer-passar em si o fluxo intensivo, e portanto, neste caso, afirmar o querer de um amanhã melhor é apenas uma idéia falsa, advinda não do exame dos elementos materiais e imateriais que compõem a realidade social, mas a partir das imagens fantasmáticas que eles carregam.

O Feliz Natal e o Ano Novo da dupla serafinesca, como de todo o de 99,99998% dos parlamentares amazonenses, é uma ilusão fantasmática que não se mantém. Inclui-se aqui a “mesa farta”, conceito burguês usado pelo comunista Eronildo Bezerra para mostrar o trabalho da Sepror que, no passado, deu até na BandNews.

AH, ESSES MARKETEIROS…

De resto, um comentário sobre os votos festivos do vereador sub judice, Henrique Oliveira. Afirma ele 35 mil e tantos votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo:

  1. Ou quererá Henrique afirmar que deseja o bem somente daqueles que votaram nele, afinal, são 35 mil e poucos votos, contra 2 milhões e poucos de cidadãos, entre eleitores e não-eleitores, igualmente moradores de Manaus, evidenciando a ausência da democracia na prática do edil provisório.

  2. Ou, num laivo de humor involuntário, Henrique quis mostrar uma coisa e acabou evidenciando outra: como não poderia ser candidato – apesar da sentença patológica do TRE/AM – e muito menos ser eleito, possivelmente, através do TSE, sua candidatura seja cassada e os 35 mil e poucos votos tornem-se nulos. Automaticamente, anulando também os 35 mil e poucos votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

De nossa parte, sem superstições, mas numa aliança com as forças intempestivas da natureza, engendradas na cosmosofia das religiões afro, preferimos esta mensagem de fim de ano:

– 2009 –

ANO DE IANSÃ (ORIXÁ DA NATUREZA PHYSYS, DO CLIMA)

ANO DE XANGÔ (ORIXÁ DA JUSTIÇA)

Os poderes de Xangô estão no trovão, na rocha, então é aí que estão os poderes do Xangô. Ele é o deus do fogo. Ele ajuda as pessoas na forma do espírito, dos pedidos, das súplicas que são feitas a ele, que dizem respeito a ele, no que a pessoa quer. Ele é dono da justiça, que tá por dentro de todas as causas que existem, dentro dos tribunais, delegacias, causas impossíveis” (Pai Ribamar de Xangô).

QUE XANGÔ REINE SOBRE OS TRIBUNAIS BRASILEIROS E FAÇA VALER A JUSTIÇA DEMOCRÁTICA

PARLAMENTARES PROVISÓRIOS, QUE TÊM DÍVIDAS COM O TSE, TREMEI!!!

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