GOVERNADOR BRAGA TENTA BARRAR DVD “RENATA” E NÃO DEVE IR AO OSCAR

Foi divulgado neste final de semana que o governador Eduardo “Maria da Penha Nele!” Braga pediu, às vésperas do primeiro turno da eleição passadas, a um juiz do tribunal da Justiça do Trabalho, que proibisse a cópia e distribuição do DVD – “AMORES ELEITORAIS – A Narrativa de Renata Barros” por parte das empresas do PIM que trabalham com este tipo de mídia. O juiz também determinou multa diária de 5 mil Reais para quem desrespeitasse a decisão, além de determinar a apreensão de quaisquer cópias encontradas. O objetivo era preservar a campanha vitoriosa de seu candidato, Omar Aziz, à prefeitura de Manaus. Com a derrota do candidato, resta ao governador tentar se desvencilhar do processo que corre no Supremo Tribunal de Justiça, através do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Braga aparece como indiciado no processo, junto com seu suposto sócio, Nei Braga, marido de Renata.

SINOPSE: “AMORES ELEITORAIS”.

Para quem não sabe ou ainda não viu o vídeo, Renata denuncia os esquemas de benefícios ilícitos na sociedade Braga-Barros, e um esquema para distribuição e compra de votos em troca de combustível para a campanha de Omar. Apesar da proibição, qualquer turista ou interessado no filme, pode assisti-lo no site YouTube ou comprar a sua cópia no camelódromo da Praça dos Remédios, centro de Manaus.

IMPLICAÇÕES MERCADOLÓGICAS (OU PORQUE O FILME NÃO VAI AO OSCAR)

Apesar de toda a propaganda, o DVD “A Narrativa de Renata Barros” vende menos que os cedês da banda paraense Calypso. Comparação desproporcional, é claro, primeiro porque o Calypso faz muito mais sucesso entre os amazonenses do que o governo Braga, e segundo, porque os códigos que carregam Joelma e Chimbinha são outros. Apesar do fracasso mercadológico, à época de seu lançamento, o DVD fez tanto sucesso que o então candidato Amazonino quis – dizem! – pagar 2,5 milhões de Reais pelas lágrimas de Renata capturadas em plano fixo.

A pirataria, no entanto, realizou o pesadelo braguístico: qualquer pessoa pode ter acesso ao DVD, em qualquer lugar do mundo, de forma que o seu valor de mercado decaiu, ainda que, num delírio paranóide, o governador Braga tenha impedido uma produção em escala industrial nas empresas do PIM. Nesta, Braga, que recentemente posou ao lado do anabolizado Exterminador do Futuro (dos californianos), Arnold Schwarzenegger, imita outro hollywoodiano, Antonio Banderas. Banderas, depois que alcançou o sucesso nas terras do Tio Sam, tentou impedir a circulação do cinema de Almodóvar, A Lei do Desejo, onde Banderas, amante latino, aparecia em tórridas cenas homoeróticas. Como Braga, Banderas foi vencido pela indústria das cópias.

Como sucesso de público, mas fracasso de arrecadação pelos meios tradicionais, o DVD “Amores Eleitorais” não deve ser indicado ao Oscar, embora carregue signos que o aproximam da maioria das obras já agraciadas com a estatueta. No entanto, há duas indicações certas: uma, a do prêmio de canastrice eleitoral do ano, dado pelo Supremo Tribunal de Justiça, que deve encontrar na obra ficcional elementos nada ficcionais comprometedores do governo Braga. E outra, igualmente certa e esperada, é a multisessão reprise no horário eleitoral de 2010. A conferir!

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