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@ MINISTÉRIO DA SAÚDE CRIA GRUPO DE TRABALHO NA SAÚDE MENTAL. O Ministério da Saúde está implantando dois grupos de trabalho para estudar a implantação no Brasil da chamada Reforma Psiquiátrica. Segundo a Política Nacional de Saúde Mental, o índice de leitos reservados a esta demanda deve ser de 0,45 por mil habitantes, mas a média é de 0,25. A cobertura, através dos CAPS, atualmente, é de cerca de 50% do que preconiza a Política. Resultado de uma reforma psiquiátrica que foi pautada menos pelo resgate da cidadania das pessoas portadoras de transtornos mentais do que pela redução de gastos. Uma visão mais próxima aos “cabeças de planilha” da era neoliberal do que dos estudiosos de Franco Rotelli, Basaglia, Foucault. O Ministro, Temporão, determinou que estes grupos tracem um perfil de cada Estado do país, e o grau de desenvolvimento em relação aos preceitos da PNSM, para mudar esta história. Enquanto no Sergipe existem 25 CAPS, em Manaus se pode contar apenas com um. Absolutamente insuficiente para a enorme demanda. E as lideranças que afirmam terem lutado décadas contra governantes alheios a esta necessidade, fazendo até greve de fome, hoje estão próximas do atual governo estadual, e a dita reforma continua a não sair do papel. I inda tem françeis…

@ PESQUISA REVELA PEDAGOGIA PUNITIVA NO ENSINO BRASILEIRO. Pesquisa realizada pela Organização dos Estados Ibero-Americanos e pela Fundação SM, que entrevistou 8773 professores em todo o país, revelou que 94% deles gostaria de poder aplicar sanções disciplinares mais rígidas para seus alunos. Destes, 67% acreditam que deveria haver, em casos graves, a expulsão do aluno. Nada muito diferente da realidade cotidiana encontrada em escolas Brasil afora, onde a sala de aula é campo de batalha entre professores e alunos. Na maior parte delas, esta pedagogia da repressão já é utilizada em larga escala, e não se conseguiu mostrar ainda que estas atitudes melhoram o nível de convivência. Se por um lado não se pode ignorar que a guerra está declarada, também não se pode deixar de lado o fato de que nem todas as pessoas, numa sociedade de consumo e controle, tem condições de se dedicar à educação: como em qualquer outra profissão, a maior parte dos professores não professam a educação como práxis existencial no plano da coletividade. É apenas mais um ganha-pão. De outro, vê muitas vezes o seu trabalho ser cerceado – ele próprio vítima da pedagogia da chibata – por secretarias de educação e governos autoritários e distantes de uma política educacional libertadora. A estes professores, torna-se difícil compreender que o estado de guerra é resultado desta pedagogia institucional que privilegia a punição e a repressão como formas de ensi(g)nar. E não apenas professores, mas outros profissionais da educação têm dificuldade em fazer esta leitura, como o psicólogo Wanderley Codo, que encarna bem a psicologia-imagem do pensamento do Estado, quando afirma que a punição é necessária pela “falta de limites”, lugar-comum das conversas de botequim e das páginas dos jornais. Não é um pedido de socorro dos professores que se vê nesta pesquisa, mas a predominância de um entendimento, ele sim, reduzido e reprimido, sobre o que vem a ser educação. I inda tem françeis…

@ ARQUIVOS DA DITADURA SERÃO ABERTOS EM BREVE. Segundo informações da Agência Brasil, o ministro interino da justiça, Luiz Barreto, afirmou que a chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, está coordenando pessoalmente a abertura dos arquivos da ditadura, e que, em breve, se saberá como e quando a população terá acesso a estes arquivos. Os arquivos não interessam apenas aos parentes de desaparecidos e perseguidos pela ditadura militar, mas ao país inteiro, num processo de fortalecimento da democracia, e punição àqueles que, em nome de interesses econômicos internacionais, sufocaram o país por décadas. I inda tem françeis…

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