PT REAFIRMA CANDIDATURA PRÓPRIA E NÃO ACEITA INGERÊNCIA GOVERNAMENTAL

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O PT/AM divulgou hoje em jornais da cidade nota em que faz referência aos acontecimentos do início da semana. A nota reafirma o apoio integral do partido ao candidato Praciano, à forma como a sua campanha está sendo conduzida e que o candidato tem liberdade para formular críticas tanto à administração municipal quanto à estadual.

Segundo fontes intempestivas, somente o deputado estadual Sinésio Campos e o presidente dao diretório municipal, Waldemir Santana, saíram da reunião ainda com a idéia de que devem “passar o recado” de Eduardo Brag-onino aos partidários da campanha de Praciano. Sinésio teria, à revelia da decisão do diretório, insistido na idéia de que Praciano deve moderar o tom de suas críticas, e até dado entrevista à imprensa neste sentido. Ainda segundo fontes, extra-oficialmente, Sinésio estaria desautorizado pelo diretório a emitir opiniões enquanto presidente regional do partido sobre a candidatura de Praciano.

Brag-onino admitiu o seu “descontrole emocional” – que gestor público pode ser considerado democrático quando não consegue governar sequer as próprias paixões?

Mais: não quer que o candidato Praciano critique a administração estadual, alegando que não é o governo que está em jogo, mas a propaganda eleitoral do candidato oficial é toda feita em cima das “obras” e “projetos” do governo estadual, inclusive utilizando as cores da bandeira do Amazonas, o mesmo formato e signos pictóricos do programa televisivo de propaganda dos feitos do governo estadual, o “Amazonas em Ação”. Como observou uma leitora e eleitora intempestiva, até o apresentador – chamado por ela de caubói aposentado – é o mesmo. O “descontrole emocional” de Braga é muito mais um sintoma da pífia atuação do seu candidato-laranja do que propriamente uma preocupação com as críticas de Praciano. A população parece não querer um governo municipal por procuração.

Quanto à Sinésio, no afã de cumprir com presteza a sua função de líder do governo na Assembléia Legislativa, exacerbou a função de presidente do diretório regional, deixando destacar-se como figura existencial em si o interesse pessoal em detrimento do coletivo. Sinésio, que em campanha para indicação à vaga do PT para candidato a prefeito, acusou Praciano de não ser um PT “puro sangue”, mostra para quem ainda não tinha percebido, que está mais para José Dirceu, Delúbio e Serginho do que para a militância petista que fez do partido o único do mundo diferente dos demais.

Sinésio e Waldemir Santana corporificam com maestria a subjetividade do pequeno PT “Oh, My Darling!”, com a sua avidez em se dar bem. Para se sentir em casa, só precisam do convite: um PC do B, a esta altura da disputa eleitoral, lhes cairia bem.

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