COLUNA VERTEBRAL
Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# A terra tornou-se menos dolorosa. Uma intensidade afetiva democrática passou a se movimentar sobre ela: O TIRANO DO PAQUISTÃO, MUSHARRAF, RENUNCIOU. A sangrenta ditadura, alimentada pelo Estado norte-americano, durante todos os dois mandatos Bush, enfraqueceu. Não conseguiu se manter em sua crueldade diante da força popular. Mesmo com todo o histórico de ditaduras, o Paquistão, agora, pelo menos vê diminuir a opressão da subjetividade tirânica que tomou conta da maior parte do Oriente, incrementada, principalmente, pelo império Ocidental. Fim de uma tirania, segundona alvissareira, apesar do TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual.
# As Olimpíadas tendem a desaparecer através de seus próprios objetivos. Pelo menos nos chamados esportes de recordes. Vejamos. Um esporte como a natação, em que o grande objetivo é bater recordes, com o transcorrer do tempo olímpico a velocidade dos nadadores será tamanha que o tempo entrará no Ponto-Zero: acabará. As piscinas ficarão pequenas para estas velocidades. Os nadadores chegarão a alcançar os recordes sem saírem do ponto em que entraram na água.
Pode ser que seus patrocinadores, para impedir essa autofagia olímpica, resolvam mudar as regras: ao invés de velocidade, o vitorioso será o mais lento. O que chegar por último. E no salto com vara, em que o recorde é quem pula mais alto? Até onde um corpo pode ser impulsionado para cima com uma vara? Ou melhor: até onde pode subir no ar um atleta? Chegará ele às nuvens? E quando chegar? Termina o esporte. A salvação é mudar, também, as regras: quem pula com a vara menor e mais baixo. E o salto em distância. Qual será o último recorde? Quanto o atleta de um pulo no Oriente chegar no Ocidente? E por aí vai seguindo a extinção de alguns esportes olímpicos que existem baseados em recordes. Prova que as Olimpíadas Gregas eram diferentes das pós-modernas. Se seu suporte fosse os recordes, hoje não haveria mais Olimpíadas. De lá para cá muitos esportes teriam desaparecidos pelos recordes, pois o gregos eram verdadeiramente atletas. Nos dois tempos-históricos, é somente questão de filosofia, como diria a filósofa Filó.
# Com a chegada do HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO, o eleitor-telespectador vai se defrontar com dois tipos de candidatos. Um candidato de primeira viagem, que vai fazer uso de uma pedagogia de persuasão com a intenção de se tornar crível, por meio de suas palavras, como prefeito ou vereador, e assim conseguir ser eleito, o que pode ser o produto da inteligência do eleitor, se o eleito realizar realmente o prometido, ou de sua ingenuidade, se o eleito apenas aproveitar seu cargo executivo ou legislativo para enriquecer, como tem acontecido continuamente. Outro candidato é o já viajado. O que já conhece as rotas, os tempos e os ventos dos mares políticos, e se for daqueles que subiu ao ‘poder’ apenas para enriquecer, sua pedagogia vai ser a da chamada desconstrução do passado, mostrando-se novo, com outras propostas diferentes das já conhecidas pelo eleitor. Em síntese: permanecer como sempre foi, demagogo, sem que nunca tenha sido, diante do eleitor. Missão perigosa, pois contará muito com a ingenuidade do eleitor que o elegeu no passado, mas contará com a racionalidade de outros eleitores que o têm como inimigo da democracia, e, ainda, se arriscar que o tal eleitor ingênuo, em razão de novas vivências, principalmente com as políticas sociais do governo Lula, que lhe beneficiam, tenha mudado de percepção e entendimento da existência, aumentando sua auto-estima, saindo do estado de escravidão, não vote mais nele. É para comparar os dizeres dos candidatos que serve o horário eleitoral gratuito. É um exercício intelectual democrático.
Eleição pra mim é Rock!
Beijos e abraços Vertebrais!