Domingo passado, logo no primeiro dia de campana, Praciano, candidato do PT à Prefeito de Manaus, saiu com a militância para uma caminhada na Grande Circular, passando pelo São José I e II, Zona Leste de Manaus. Além da atuação nos parlamentos por onde passou, Praça é conhecido na cidade por subir em cima de uma kombi para colocar sua voz em denúncia do caos perpétuo do transporte coletivo manauara, por exemplo, essa é a forma que caracterizará seu trabalho também na campanha para prefeito.

Alguns parlamentares atuais, candidatos à vereança, vários militantes do PT, que lutaram para afirmar a candidatura do arigó, pessoas que simpatizam por verem em sua candidatura uma alternativa, acompanharam o primeiro de muitos corpo-a-corpo que se sucederão.

E assim seguiu a caminhada, no diálogo com as pessoas na rua, nos estabelecimentos comerciais, com os vendedores ambulantes, Praciano conversando diretamente, ouvindo o relato dos problemas que as pessoas enfrentam e mostrando suas propostas, até chegar próximo à Feira do São José II, já em número suficiente para lotar a passarela.

Praça 08

Praça 09

Chegando à Feira, Praça entrou e passou a falar com os feirantes, com os fregueses, que o receberam com entusiasmo, falando sobre a situação da Feira, do bairro, nesta que é uma das zonas mais desassistidas pelos poderes públicos na história de Manaus.

Então ele subiu na kombi, e dali, como sempre faz, independente de período eleitoral, falou sobre a forma de como vê a cidade, sobre suas propostas, enquanto produção coletiva de um discurso-prática socializante de todos os serviços públicos a que a população necessita e tem direito.

Sobre a democracia

Companheiros, companheiras, a Democracia é uma construção popular, uma conquista do povo, um instrumento necessário para que o povo determine a sua vida, os seus caminhos. Nós temos assistido nesse país quase toda semana uma operação da Polícia Federal. Aqui no nosso estado, quase toda semana nós temos um escândalo. (…) No 5 de outubro, 7h da manhã cada cidadão estará com o poder, aquilo que as instituições não fazem, você, em dois minutos, pode fazer, afastando aqueles que não têm compromisso com a sociedade…

Sobre as mudanças possíveis

Se não houve a mudança, como aconteceu, que todos nós esperávamos, muda-se de novo, aí está a beleza da democracia, companheiros. Praciano chegou aqui em cima dessa kombi como candidato a prefeito e não foi fácil, muitos não queriam a nossa candidatura. Eles esqueceram que no Partido dos Trabalhadores não têm cacique pra mandar. (…) No nosso palanque não terá cacique, queremos o novo, o novo de idéias, porque nós somos contra as práticas dessa velha escola que nos dirige nos últimos trinta anos. Nós não teremos dinheiro, financiamento de empreiteiros, nem de caciques políticos. Queremos chegar na prefeitura, e vamos chegar livres para conversar primeiro com o povo, livres pra dialogar, pra definir um programa de governo. Ficaremos sem um tostão na campanha, gastando sapato, gastando garanta com os militantes. Prefiro que o cidadão feirante, o cidadão professor, o cidadão profissional liberal, se quiser colaborar com a nossa campanha, ficamos felizes. Procure o nosso comitê e ofereça 5, 10, 15 reais, que eu prefiro chegar lá com pequenas colaborações de cidadãos do que com colaborações de quadrilhas.

Sobre os projetos de governo

Uma outra forma de fazer política. Companheiros, quando chegarmos na prefeitura, nós vamos mudar logo o estilo de governar. Modernamente não é prefeito, não é governador que administra uma cidade de dois milhões de habitantes dentro do escritório. Precismos ouvir a população. Teremos daqui por diante a proposta descentralizar o governo municipal. Essa Zona Leste nós dividiremos em alguns territórios, por regiões administrativas. Vamos trabalhar com a população para indicar os chamados conselhos de representantes. Dessa forma ficará a prefeitura com uma representação forte aqui ouvindo os senhores, o feirante, ouvindo o taxista, ouvindo a dona de casa. (…) Descentralizar. Criaremos pelo menos dez subprefeituras para aproximar o povo do poder público e aumentar a velocidade das decisões. Tudo a partir de uma participação popular na definição do orçamento…

Sobre as outras não-candidaturas

Nós temos algumas outras candidaturas na cidade. Vou falar o que eu sinto. Uma delas é a do Omar, que não é candidatura. É um projeto do governador Braga pra continuar no poder, pra sair candidato a senador, deixar o seu pupilo e depois retornar. O foco dele não é a cidade, não é o povo. Isso não é candidatura. É uma representação temporária pra segurar a cadeira do chefe. Do outro lado há o projeto do Amazonino chegar a prefeitura e deixar o seu pupilo, Carlos Souza. Eles não querem, estão apenas brincando de ser prefeituráveis. Estão levando sério o projeto de reprodução do poder.

Sobre uma candidatura real

Candidatura real é a nossa, pra fazer o que o Serafim não fez, pra realizar a mudança que não aconteceu, infelizmente. O companheiro não soube conversar com a sociedade, não soube conversar com os movimentos, não soube priorizar os gastos públicos, não soube se comunicar com o povo. Esse trabalho nós faremos. Nós somos de fato uma candidatura real. Nós não vamos vender promessas vãs, não vamos vender fantasia. Aqui nós não vamos discutir Terceiro Ciclo. Eles falaram na redenção, a transformação do Amazonas em grande produtor de alimentos, mas nós estamos consumindo laranja ainda 70% vinda de outros estados. Nós também não vamos falar em Zona Franca Verde feito o Braga, pois tudo isso é fantasia. Tudo isso é um estelionato político. Nada disso aconteceu. Manaus seria transformada numa Las Vegas da América Latina, um grande cassino, projeto de Amazonino e Braga e que não aconteceu. Não vamos falar do pólo 4 rodas, que prometia que Manaus ia ser o maior produtor de carro do Brasil. Nós não vamos falar de Nova Veneza. Nós não vamos falar de Eco-City, de Manaus Moderna… Nós vamos falar aquilo que a sociedade quer que a gente fale. Nós vamos falar daquilo que a população disser que é prioridade. Nós vamos focar as pessoas. Praciano é de fato uma candidatura real, porque sempre lutou com os estudantes. Ninguém fez uma oposição tão vigorosa contra a privatização das águas do que Praciano… Eu quero ser prefeito para realizar aquilo que como vereador com muito amor e determinação tentei fazer. A ética e o compromisso com o povo está desse lado aqui do PT. Um abraço!

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