A QUEM INTERESSA LUIZ CASTRO (PPS) VICE DE PRACIANO?

6

A todos candidatos à prefeitura de Manaus e seus comparsas. Todos que possuem o entendimento de que democracia é a política social técnica-burocrática coordenada e dirigida por grupos semelhantes mais endereçada a seus benefícios do que ao beneficiário democraticamente natural: o Povo. Como diria o filósofo Spinoza, sujeitos mais preocupados em preparar armadilhas para o povo do que governar juntamente com ele. Nesta ordem irmandade pessoal, nada de democracia como devir libertador das paixões tristes e produtor do aumento da potência de agir em comunalidade. Afetos fundadores de uma cidade em continuum movimento. A alegria de todos.

A candidatura de Praciano do PT, não saiu dos interesses e da prepotência de alguns membros do partido considerados seus “proprietários”. Não, é uma candidatura saída das manifestações das bases do partido e do desejo de grande parte da população manauara, que viu no deputado federal a grande oportunidade de romper com a seqüência tautológica do jeito anti-popular de dominar Manaus, eufemisticamente significada de governar “com, pelo, para o povo”. Na verdade, em sua crueza, apropriação inoperante da cidade de Manaus. Esta a razão da candidatura de Praciano que ainda teve de se impor contra o gosto de membros do PT que fazem parte dos governos reacionários da direita estadual e municipal. Personagens ‘ilustres’ como o braço direito do prefeito Serafim (PSB), Dr Marcus Barros (ex-Ibama), e o líder do governador Eduardo Braga (PMDB? Já passou por tantos), Sinésio Campos. Dois governos em que se entrelaçam amigavelmente parlamentares, secretários, funcionários, cabos eleitorais, entre tantos, formando a subjetividade medieval que se apossou de Manaus/Amazonas antes e depois da ditadura.

Agora, eis que configurada politicamente a candidatura de Praciano, surge no seio dos próprios responsáveis pela práxis de sua candidatura a indicação do nome do deputado estadual Luiz Castro, ex-secretário do governo Eduardo Braga, afilhado (e devedor de sua existência, no que eles chamam de política) de Amazonino Mendes, ex-governador do Amazonas, protegido, em tristes tempos brasilis, de Fernando Henrique, e afilhado do ex-governador Gilberto Mestrinho, exilado pela ditadura no Rio de Janeiro, que o nomeou prefeito biônico de Manaus. O começo da “pós-modernidade” política do Amazonas.

Os argumentos destes membros do grupo Praciano são os mais estapafúrdios possíveis, quase ganhando dos da dupla PSDB/PFL. Dizem: que receberam informação da nacional que não existe nada moralmente que impeça sua aceitação na vice. Outro dizem: que sendo do PPS não tem problema porque quem faz oposição ao governo Lula é o Roberto Freire. Mais outro dizem: que Luiz Castro levará consigo um maior número de candidatos à vereança e com isso Praciano terá mais gente trabalhando por ele. Mais, mais outro dizem: que aumentará o horário de Praciano na mídia.

DO ANTI-DIZEM

Dizem: Não é só a integridade moral de um homem que o faz democrata. Um homem é democrata quando é apanhado pela potência constitutiva do Bem Comum como produção de todos em diálogos que escapam às determinações das classes sociais. O que não salta, com todo respeito, no deputado Luiz Castro. O quid necessário para os enfrentamentos legislativos saídos da crítica social que nenhum curso superior garante. Pelo que temos visto na performance do deputado, essa crítica não foi dialetizada em si. Talvez a razão de ter aceito ser secretário de governo de Eduardo Braga. Onde não há possibilidade da crítica se fazer atuante. Com toda ilusão do também secretário Eron Bezerra, do PCdoB. A crítica, no sentido grego do examinar, e, marxista, do processual dialético como práxis conjuminada com a teoria, para além da teoria.

Outro dizem: O PPS é um partido cuja ‘existência’, como muitos, é quimérica: não tem essência e nem existência. Não pode ser pensado e nem experimentado, já que surgiu de uma projeção idealizada como um sonho do PCB. Triste onirismo que não carrega nada de comunista. Daí que nenhum comunista histórico ingressou em sua hoste. A não ser o que menos era comunista: Roberto Freire. E por aqui, o velho companheiro/cantor, Guto, que já saiu, o bom filho do nobre Carapanã. Sem esquecer de Jungman, o investigado. E também que o próprio Eduardo Braga já foi seu grande representante.

Mais outro dizem: Grande número de candidatos à vereança não garante vitória a nenhum prefeiturável. Em campanha é quase sempre “cada um por si e Deus contra todos”, como diria o cinegrafista alemão Hezog. É mais fácil a D. Maria da Glória lá no Novo Aleixo, zona Leste de Manaus, no devir de sua existência inquieta oitentona, conseguir eleitores do que muitos ambiciosos juntos.

Mais, mais outro dizem: Tempo na mídia não garante vitória de ninguém. Nas eleições passadas para prefeito, Amazonino tinha mais tempo do que o tempo capitalista da Globo, e não ganhou. Enéias, com menos tempo que a tartaruga de Aquiles, ganhou suas corridas parlamentares. Um ativo e sincero corpo a corpo junto ao povo é que ganha eleição, o que Praciano carrega muito bem, e não aparecimento maior na mídia. O candidato anti democrata, especulador e calculista, na mídia e fora, não carrega o convite ao diálogo democrático que o povo carrega. A fundamentação do Logos da Sociedade.

Agora ficou fácil, todo mundo compreende” (Belchior) a quem interessa Luiz Castro como vice de Praciano. Aos reacionários para poderem cantar: “Somos todos iguais nesta eleição. Ninguém é diferente”. E nesta lógica, aquele que mais trapacear ganha. Por tal, eles afirmam possuir seus guetos eleitorais. Conhecidos como currais eleitorais, onde a pastoral do gado anti-democrático quem ordena são as direitas.

6 thoughts on “A QUEM INTERESSA LUIZ CASTRO (PPS) VICE DE PRACIANO?

  1. Não interessa a você, exclusivamente.
    Filosofia é a mãe das ciências, e seja por isso que dela se pode saber a “verdade” do que “não” se vê! Sua retórica parece perfeita, como a ilusão do que a filosofia aponta a perfição para você.
    Sabe qual a principal função da filosofia? Jugar, sem que se possa jugá-la. Mas a sua fiosofia a cerca de tal tema abordado aqui é totalmente jugável.
    Religião e Política, podemos dizer que são sistemas bem semelhantes de poder, não é mesmo. A filosofia ou o filósofo
    aqui analiza o a politica e nao o politico, ou podia ser a religião e nao o religioso.
    A escolha do homem público deveria passar por um critério de avaliação da história pessoal do político, faça uma análise histórica dele e não meramente deles.
    A massa nao conhece Paciano nem o ovaciona, muito menos a Luiz Castro, mas a Amazonino. E por que acontece isse “fenômeno”? Tenho a certeza que você sabe!
    Você ta como o ex-governador Gilberto Mestrinho em dizer que o povo nao acredita e nem quer ter um polícito honesto, pois foi trabalhado esta imagem para o povo comprar.
    A ética, moral e honestidade não deve ser mais analizada quanto a escolha de um homem público, pois estas virtudes parecem para você e mestrinho( em relação ao povo) coisas
    fora de moda.
    Quanto a quem interessa, interessa a mim.
    Que acredito ainda que um certo Luiz Castro tem o que muitos políticos não tem ( com todo respeito) predestinação esperitual (não é religioso, não confunda) para o que ta, vem acontecendo e o que vai acontecer, espere e verá!

  2. Renato,Renato,Renato, companheiro, Renato.
    Você carrega um nome heideggerianamente filosófico. Re, o orinário ontológico da existência. Nato,originário de um topos sempre em trans:movimento. Você leu e entendeu o texto,mas parece que quer se ofender. Nós não queremos.A AFIN compõe bons encontros como com você. A filosofia é um devir-criador,não um juiz em busca de uma verdade para um fim perfeito.Não há perfeição filosófica, só na superstição mística-mítica cultural. Como já escrevemos em outros textos,como diz Marx, o espírito é o estágio em que alguém vive e constroi suas realidades. Aí,sabermos que o espírito de Gilberto é o mesmo de toda a direita. A subjetividade que travou a existência. O que ele anuncia é mais sintoma de que ele é também responsável pela miséria de Manaus do que uma exame filo´sófico. Quanto ao Luiz,ele também fez, e faz, parte desta subjetividade. Talvez, como diria o poeta,”por discuido ou fantasia”. Entretanto, há um signo bom entre você e nós a AFIN,:Acreditamos na vitória do arigó Praciano.
    Abraços!

  3. Renato,Renato,Renato, companheiro, Renato.
    Você carrega um nome heideggerianamente filosófico. Re, o orinário ontológico da existência. Nato,originário de um topos sempre em trans:movimento. Você leu e entendeu o texto,mas parece que quer se ofender. Nós não queremos.A AFIN compõe bons encontros como com você. A filosofia é um devir-criador,não um juiz em busca de uma verdade para um fim perfeito.Não há perfeição filosófica, só na superstição mística-mítica cultural. Como já escrevemos em outros textos,como diz Marx, o espírito é o estágio em que alguém vive e constroi suas realidades. Aí,sabermos que o espírito de Gilberto é o mesmo de toda a direita. A subjetividade que travou a existência. O que ele anuncia é mais sintoma de que ele é também responsável pela miséria de Manaus do que uma exame filo´sófico. Quanto ao Luiz,ele também fez, e faz, parte desta subjetividade. Talvez, como diria o poeta,”por descuido ou fantasia”. Entretanto, há um signo bom entre você e nós a AFIN,:Acreditamos na vitória do arigó Praciano.
    Abraços!

  4. Fez parte!
    No presente ele (Luiz) esta sendo bem objetivo, subjetiva ta sendo a interpretação do tempo corrente, mas entendo você.
    Quando conhecê-lo bem melhor pessoalmente ou filosóficamente, sabererá o que ainda esta vem pela frente.
    Um abraço.
    Renato.

  5. Caro colega, Cannabis!
    Cannabis nunca vence ou é vencida. Segue o movimento da cana:bis.
    Não importa a causa da lombra, Jonas, esperamos sempre teus comentários.
    Abraços, praciânicos!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.