Apesar de parte das entidades presentes na paralisação do dia 13, quinta-feira passada, posicionar-se contrária ao deflagramento de greve, segundo trabalhadores da saúde presentes à reunião de anteontem, dia 18, perseverou no calor das discussões e no voto da grande maioria presente à assembléia geral da categoria a decisão pelo início da greve a partir da próxima segunda-feira, dia 24.

Os trabalhadores exigem reajuste de 54,4% e Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS) com isonomia para toda a categoria tanto do Estado quanto do Município. Até agora, a proposta do Governo e da Prefeitura, além de não chegar nem próximo dessa exigência, segue uma hierarquização distintiva, mostrando o tipo de entendimento que os executivos municipal e estadual fazem da importância da função dos trabalhadores da área da saúde em Manaus e em todo o Amazonas.

A partir de segunda-feira próxima, então, o entravado serviço de saúde no estado do Amazonas, devido a vários entraves, que vão desde o número insuficiente de postos e hospitais em muitos lugares à falta de material e de pessoal, agora tende a paralisará de uma vez por todas. Como escreveu aquele anônimo pixador: “Na saúde pública do Amazonas só existe doença”.

SECRETÁRIO WILSON ALECRIM SAIU TOSTADO

No meio da confusão governamental, parece que o governador Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga finalmente conseguiu um substituto para o eterno fritado, médico Wilson Alecrim, que deixou a pasta da saúde estadual para que Agnaldo Costa, até então diretor da maternidade Ana Braga, assumisse. Este Bloguinho já havia comentado sobre a fritura do médico, desde julho do ano passado, em um post que reproduzimos abaixo:

SECRETÁRIO DE SAÚDE, PARA QUE TE QUERO? – 05/07/2007

Saltam, sobre a população, dos corpos executivo, legislativo e outros membros, a preocupação com os rumos administrativos da Secretaria de Saúde do Estado. Dr Wilson Alecrim, depois de muito contorcionismo para permanecer no cargo, que para alguns já foi longe demais, foi demitido. O tom hilárico e inusitado do fator da preocupação: não há substituto e ninguém quer se apresentar como candidato. Até a esquerda Oh, My Darling!, sempre disposta, e com alguns médicos em seus quadros, não se enxeriu. A Secretaria, até este momento, está sem seu titular. Este fato, que inaugura o ‘novo’ no choque de gestão na região metropolitana, instiga seis provocações nos amazonjuricabanos: 1- Se sempre quando se fala em escolha de secretários acontece um frisson de candidatos, chegando mesmo a um deplorável strip-tease de oferecimento bajulatório, por que agora ninguém se arrisca? 2- Por que o governador preferiu deixar a Secretaria sem Secretário e não segurou Alecrim mais um tempo até aparecer um herói ou um aventureiro? 3- A Secretaria está acometida de um estado de disfunção administrativa tamanha que ninguém quer assumi-la para não ter que arriscar um diagnóstico e uma terapêutica que não lhe devolverá a saúde, tal sua enfermidade terminal? 4- A administração alecrimiana foi tão perfeita sócio/cientificamente que não existe qualquer figura no círculo médico do Amazonas capaz de substituí-lo à altura para dar continuidade a sua administração de invejoso sucesso? 5- Foi por esta óbvia razão que o Dr Marcus Barrus, braço direito do prefeito e, segundo alguns, desafeto do ex-secretário, não aceitou o convite do governador? 6- O salário é pouco e não compensa tanto sacrifício, mesmo com os privilégios e o glamour de ser tratado como autoridade?

Há quem afirme que o governador Eduardo ‘guerreiro de sempre’ Braga, ganhou um ponto com o povo ao revelar, neste acontecimento, o estado enfermo da saúde pública. Mostrou que a população tem razão quando reclama que não existe política de saúde pública no estado. Tudo é somente um engodo geral. Por isso ele está escolhendo a dedo e microscópio o novo secretário para exterminar de vez por todas este quadro patológico da saúde pública.

Você se candidata?

Oito meses depois, alguém se candidatou.

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