OS SIGNOS E A MULHER: ANIMAÇÃO AFINANTE NAS ESCOLAS FRANCISCO ALBUQUERQUE E RODOLPHO VALLE

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Nesta segunda-feira, a AFIN esteve nas escolas Francisco Albuquerque (Centro) e Rodolpho Valle (Redenção), para animar um papo com os estudantes a respeito da linha-intensiva Mulher e os signos-clichês que povoam a sociedade de controle.

Na escola Francisco Albuquerque, a moçada dos terceiros anos se juntou e organizou ativamente o encontro, mostrando que organização e atitude não faltam aos estudantes manoniquins. O que falta é que os gestores – como o fez a companheira Verônica, do Chico Albuquerque – deixem espaço para que os estudantes, autonomamente, possam produzir a escola que lhes interesse do ponto de vista da produção devir-educação.

O papo rolou em torno dos clichês que são produzidos socialmente, e que já estão no mundo no momento em que pintamos. Na maior parte das vezes, as pessoas não encontram nos seus acasos possibilidades de suspeitar e questionar estes clichês, que acabam por se adesivar ao corpo social. Homens e mulheres, independente da orientação erótica (homo/hétero/bi/multi), não como identidade-imóvel e paralisante que produz somente o consumidor e a ignorância, mas como devires produtores de outras percepções e afetos.

As estudantes Kelly Vanessa e Talitha deram também seu toque:

“O que falta pra ela [a mulher] é oportunidade. As poucas que estão no mercado de trabalho estão sabendo valorizar esta conquista. Mostram que tem atitude, muitas vezes mais atitude do que os homens, desempenham bem tudo aquilo que elas se propõem a fazer, e eu acho que falta é mais oportunidade para que a gente possa mostrar nosso valor”. (Kelly, 18 anos, 3º Ano).

“A questão da mulher já mudou bastante de um tempo pra cá, mas ela ainda é muito humilhada, e a gente tem que continuar conquistando nosso espaço cada vez mais. Existe uma certa abertura na sociedade, mas ela continua bastante machista, e se a gente não tiver uma atitude política, de ir pra rua mesmo, a gente não vai conseguir sair do lugar, e aí o Brasil também não anda”. (Talitha, 3º Ano).

Os estudantes apresentaram uma peça teatral que mostrou as diferenças culturais entre os homens e as mulheres, destacando as conquistas delas. A atividade teve participação de todos os 3os anos, mas o objetivo é que os estudantes continuem organizando atividades educativas, a partir deles mesmos, envolvendo todas as turmas.

No Rodolpho Valle, todas as turmas do período noturno foram convidadas para participar do bate-papo, que contou com diversos convidados, além da participação dos próprios alunos. A maior parte dos estudantes trabalha durante o dia, mas a jornada não diminui a alegria e a disposição para compor a rede afetiva do Existir, e aumentar a potência educação.

As companheiras Francisca Valente e Jacira Pascoal falaram sobre o tema:

“A participação da mulher na sociedade ainda é muito pouca, principalmente, por exemplo, no futebol. A gente, aqui no bairro, tá tentando fazer junto outros torneios, porque é muito raro ter. E em outras áreas, como a política e o trabalho, existe ainda muita discriminação, nos postos de trabalho em que homem e mulher podem ocupar, a maioria é de homens, e que ganham mais. Por isso é que o mundo tá desse jeito! (risos)”. (Francisca Valente, 7ª Série).

“As pessoas hoje em dia ainda não respeitam as mulheres, ainda há muita discriminação. Em algumas partes tem, em outras, não. É muito difícil encontrar pessoas que digam que as mulheres têm condições de fazer as coisas em igualdade com o homem. Então as mulheres têm que lutar, vencer, e acreditar, porque se você não acredita no que você faz, não adianta”. (Jacira Pascoal, 7ª Série)

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