ESTADÃO ESCORREGA LÁ, IMPRENSA MANONIQUIM CAI AQUI

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É mesmo de dar dó. A imprensa manoniquim quer se passar por isenta e informativa, da mesma forma que a imprensa nacional tenta vender seu peixe. Igualmente à imprensa nacional, a manoniquim vende um peixe que não interessa à população. Na hierarquização do mercado de notícias, no século XX surgiram as agências de notícias, que produziam matérias jornalísticas, mas não possuíam veículos de divulgação, vendendo o seu produto à jornais televisivos, radiofônicos e/ou impressos.

Hoje, o mercado de notícias navega ao sabor dos dissabores da direitaça brasileira. Os jornalões nacionais, em plena época de sucessivas surras de outros meios de informação, inclusive os blogs, costumam publicar matérias de agências e jornais internacionais. No aspecto político, em geral, matérias que tentam mostrar falhas reais ou inventadas (a maior parte inventadas ou “exageradas”) sobre o governo Lula. Raramente, ou nunca, os editores-chefes colocam na janela matérias que elogiem ou mostrem avanços do governo do Sapo Barbudo.

Regionalmente, o mesmo acontece com a imprensa da Manô, que consome compulsivamente notícias das agências nacionais e dos jornalões do Rio e ‘Sumpaulo’ no âmbito nacional, e no local, publicam para onde os ventos (ou promessas) das verbas publicitárias municipais e estaduais soprem. Só não contam com aquele preceito bíblico adaptado, “bem aventurados serão meus imitadores, pois deles serão meus erros”.

O Estadão escorregou no domingo passado. Dito, feito, a imprensa local publica na terça o que no domingo este Bloguinho já mostrava como erro. Com uma diferença: na imprensa nacional, as manchetes ao menos tentam dar um aspecto de seriedade à matéria, visando apelar à credibilidade combalida do leitor em suas palavras. Aqui, a manchete – acreditam os locais – deve ser mais explícita nos seus objetivos.

Após a leitura dessa reveladora matéria, onde quiçá uma vírgula tenha sido mudada em relação ao texto da Agência Estado, milhares de beneficiários do Bolsa-Família, Amazonas a fora, devem estar quebrando e jogando fora seus cartões, prometendo jamais votar novamente no maldito Sapo Barbudo.

Ao menos, enquanto a rede embala e o editor-chefe dorme o sono dos justos.

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